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Últimos Tempos de Acção Sindical Livre e do Anarquismo Militante

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Últimos Tempos de Acção Sindical Livre e do Anarquismo Militante

E surge o célebre 28 de Maio. Caído o odiado governo, entra o exército em Lisboa. Uma força de tenentes, qual guarda avançada da Reacção, desce a Avenida da Liberdade em direcção ao Rossio. Vários populares manifestam-se com vivas. Um dos populares grita: «Viva a República!» O tenente abandona a força e dá-lhe uma bofetada. Simbólico gesto: nem liberdade nem república!

«Manuel Joaquim de Sousa, o manufactor de calçado autodidacta, possuía admiráveis talentos de escritor e de historiador. Alguns verão na sua prosa o radical intransigente, o anarquista sectário. Enganam-se, porque, sem renunciar aos seus princípios, não esconde a existência de amarelos, nunca oculta fraquezas pessoais, nem subtrai às críticas o seu próprio movimento. Outros, emocionados pelo tom de sinceridade de um militante que nunca se vendeu, nem fez do anarquismo profissão, não hesitarão em considerar esta obra como um produto revolucionário. Aos segundos diremos que um operário não é subversivo pelo facto de escrever (às vezes) coisas subversivas. É-o, isso sim, por ter mostrado a ousadia de escrever, quando a economia capitalista o tinha programado unicamente para produzir.» [Carlos da Fonseca]
  • 1.ª edição 1989
  • páginas 122
  • isbn 972-608-045-2
$2.25

Original: $7.50

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E surge o célebre 28 de Maio. Caído o odiado governo, entra o exército em Lisboa. Uma força de tenentes, qual guarda avançada da Reacção, desce a Avenida da Liberdade em direcção ao Rossio. Vários populares manifestam-se com vivas. Um dos populares grita: «Viva a República!» O tenente abandona a força e dá-lhe uma bofetada. Simbólico gesto: nem liberdade nem república!

«Manuel Joaquim de Sousa, o manufactor de calçado autodidacta, possuía admiráveis talentos de escritor e de historiador. Alguns verão na sua prosa o radical intransigente, o anarquista sectário. Enganam-se, porque, sem renunciar aos seus princípios, não esconde a existência de amarelos, nunca oculta fraquezas pessoais, nem subtrai às críticas o seu próprio movimento. Outros, emocionados pelo tom de sinceridade de um militante que nunca se vendeu, nem fez do anarquismo profissão, não hesitarão em considerar esta obra como um produto revolucionário. Aos segundos diremos que um operário não é subversivo pelo facto de escrever (às vezes) coisas subversivas. É-o, isso sim, por ter mostrado a ousadia de escrever, quando a economia capitalista o tinha programado unicamente para produzir.» [Carlos da Fonseca]
  • 1.ª edição 1989
  • páginas 122
  • isbn 972-608-045-2

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